terça-feira, 28 de agosto de 2012

A escrita fluida do poeta


Admiro o poeta pela escrita fluida, que preenche as linhas com graça e sentido.
Nunca me senti capaz de realizar esta arte. Porém, quando flui algo de mim, parece tão certo.
Temo o olhar alheio. O “outro significativo”, aquele que civiliza e questiona nossos modos de ser e sentir.
Quem sou eu através de seus olhos? Digo apenas banalidades? Julga-me pela falta?
Mas o que falta, afinal? O ponto de vista é um ponto, como qualquer outro. Parte de um início, tem um meio e um fim. Será essa história melhor que a minha? Superior em graça e beleza?
Bem, dessa forma, não alcanço o outro, sem ponto, sem fim, sem nada. Estou livre?
Talvez o espaço desta liberdade seja construído justamente pela conexão entre mim e este outro. Pela segurança e pela liberdade que esta união proporciona.
Eu sou quando sei que tenho valor, e este valor é também construído pelo outro, numa dialética muito louca , que flui como a escrita do poeta. 

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