Li recentemente um comentário da esposa do ex Primeiro Ministro
Tony Blair, Cherie Blair, que me fez pensar. Ela disse que esta preocupada com
o crescente número de mulheres que buscam se casar com homens ricos e se
aposentar novas, para ficarem em casa, cuidando dos filhos. Consigo concordar
com ela. Acho que uma mãe que produz no mundo tende a ser muito mais feliz e
realizada, o que se reflete em sua relação com seus filhos. Ela não os culpa
por possíveis "tempos perdidos" nem se entedia em realizar somente as
atividades domésticas. Além disso, dá um bom exemplo de independência e
autonomia, algo que importa seja almejado por seus filhos.
Em resposta a este comentário, uma jornalista que se "aposentou" para cuidar do filho declarou algo bem interessante. Pontuou que não teria parado de trabalhar caso seu salário,mesmo exercendo atividade similar ao do marido, fosse tão inferior ao dele; não teria parado de trabalhar se o custo de oportunidade de trabalhar e ficar em casa não fosse tão alto. Trabalhando fora, teria de arcar com babás, creches etc e seu salário serviria somente para pagar estas despesas! Temos o velho problema do machismo que se ramifica em diversos setores da sociedade.
Em resposta a este comentário, uma jornalista que se "aposentou" para cuidar do filho declarou algo bem interessante. Pontuou que não teria parado de trabalhar caso seu salário,mesmo exercendo atividade similar ao do marido, fosse tão inferior ao dele; não teria parado de trabalhar se o custo de oportunidade de trabalhar e ficar em casa não fosse tão alto. Trabalhando fora, teria de arcar com babás, creches etc e seu salário serviria somente para pagar estas despesas! Temos o velho problema do machismo que se ramifica em diversos setores da sociedade.
De fato, creio que ela tomou uma decisão inteligente. Algo para
refletir. Afinal, sempre ouvimos - após a liberação das mulheres - que temos de
ter uma boa educação para termos um bom emprego, que não podemos depender dos
maridos. Tudo o mais constante, devemos obter a boa educação na faixa dos 20,
encontrar um emprego relativamente estável perto dos 30, ou com 30 e poucos, e,
somente então, ter o teu sonhado baby! Ainda bem que disse "tudo o mais
constate" (coeteris paribus, na expressão econômica em latim). Porém, nada
constante é a vida... Não somos seres plenamente racionais que conseguimos
guiar nossas vidas com a força da vontade e da razão... Tantas coisas acontecem
no caminho! E se não conseguimos seguir o plano a risca? Estamos condenados a
pagar o preço deste suposto "fracasso"? Mas isto é um fracasso?